27 outubro, 2012

Carta Aberta...

Por Cau Alexandre

Como se o apagão não fosse na verdade resquícios do sucateamento do governo FHC que vendeu tudo o que tínhamos sem nenhuma segurança para que continuássemos tendo. Como se o apagão não fosse o resultado de um crescimento não acompanhado, do descaso de muitos governos em infraestrutura básica pra nação. 


30 julho, 2012

Palavras, Silêncios, Ações e Entendimentos!

Por Cau Alexandre

Deveríamos falar mais de amor, mas só quando entendêssemos as implicações de amar de verdade.

Quando houvesse sentido em amar apesar de tudo. Quando o amor fosse capaz de superar até a si mesmo e as frustrações humanas.

Deveríamos falar de respeito, mas só quando o nosso umbigo fosse menor que o mundo, e os nossos olhos vissem mais além que a ponta do nosso próprio nariz.


11 julho, 2012

O Esquecimento Providencial II

Por Cau Alexandre

Porque mentes insanas e esquecidas 
nunca param de florescer, infelizmente.

Estou eu aqui às voltas com meus pensamentos e ponderações sobre como são as pessoas, como se comportam, como criam as suas máscaras e continuamente acreditam nas mentiras que inventam e repetem tanto a si mesmos essas mentiras, que acabam achando que é verdade.


27 junho, 2012

Informação...



Por Cau Alexandre


Para aqueles que não sabem ou que propositalmente fingem que esqueceram:

É a lei que regulamenta o direito autoral no Brasil. 
Apesar de, particularmente, achar uma lei que precisa de muitos ajustes e que se repense a questão do direito de criação, ainda é a lei regulamentadora!


13 abril, 2012

Eu, Você e a Família

Por Cau Alexandre

Família é daquelas coisas das quais não conseguimos fugir. Nascemos e sem entender nada da vida, já sabemos que somos parte de algo. Algo maior que nós, algo maior que um simples ajuntamento de pessoas, algo maior que um grupo que nos alimenta, nos veste, nos cuida. Uma Família!

23 maio, 2011

Eu & Os Colóquios da Morte

Por Cau Alexandre

Do que somos feitos? Carne e ossos? Sentimentos e emoções? Sonhos e decepções? Decisões, escolhas, caminhos?
Somos feitos de tudo isso. Das lições aprendidas com nossos pais e com filhos. Dos livros lidos, das músicas ouvidas, das placas que nos mostravam o caminho, dos muros que nos impediam a passagem. Somos feitos de choros e sorrisos, momentos felizes e tristes, instantes de desespero e profundo prazer. Somos feitos de esperança e lamento, de canto e dor. Somos uma infinidade de partes construídas por pequenos momentos.


12 fevereiro, 2011

A Sós Com Mrs. C

Por Cau Alexandre

Em dias de intensa reclamação sobre a solidão que assola todos nós, meros mortais, parece estranho a muitos, que alguns optem e gostem de ficar um tempo a sós consigo mesmo. A meu ver, não seria tão estranho se fosse um hábito e não fosse tão assustador se entregar aos próprios pensamentos.


17 janeiro, 2011

A Perda

Por Cau Alexandre

Depois de pegar mais alguns insetos coloridos para a coleção e colher flores que seriam presentes para a mãe e amenizariam as reclamações por se atrasar para o almoço, Catarina seguia para casa.


31 dezembro, 2009

Desejos...



DESIDERATA


Por Cau Alexandre


Desejo que a cada novo ano sejamos mais humanos.
E na arte de humanos ser, que nunca percamos a capacidade de sonhar!
E sonhando, jamais esqueçamos a importância de desejar!
E desejando, não percamos o rumo da busca.
E buscando, não paremos de olhar para o que realmente importa.
E olhando, que possamos ver aquilo que faz a vida valer a pena:

A beleza da flor que nasce espontaneamente no caminho;
Os pássaros cantando na copas de árvores esquecidas;
As frutas que gratuitamente nos ofertam vida;
As nuvens que juntas nos presenteiam com a sombra;
O sol que silenciosamente nos aquece a alma;
A chuva que refresca o corpo;
O corpo que nos garante o caminhar!

Desejo que sendo mais humanos aprendamos a ser mais benignos.
E na benignidade sejamos bondosos não só com os outros,
Mas também com nós mesmos.
E sendo bondosos nos permitamos sonhar o impossível,
E assim, sejamos capazes de buscar estrelas
Dentro dos olhos felizes de quem nos sorri.
E buscando estrelas não nos ceguemos pela obstinação.
E vendo claramente, que possamos sorri de volta.
E sorrindo, recordemos tudo que nos faz feliz:

As mãos que nos afagam com genuíno cuidado.
A boca que nos beija com legítimo amor.
O amigo simples e perene.
A simplicidade abundante que satisfaz a alma.
A fé incansável que alimenta o espírito.

Desejo que sejamos mais humanos.
E então fujamos da autopiedade e da passividade mórbida.
E dando um brado de liberdade de nós mesmos.
Que descortinemos nossos próprios erros,
E enxergando nossas imperfeições, sejamos capazes de perdoar:
A nós, sem autoflagelação e aos outros, sem sarcasmo.
E perdoando, fujamos dos discursos vazios de fraternidade vazia e falso amor.
E fugindo, que achemos a companhia dos amigos verdadeiros,
E encontremos o renovo do sentimento
E renovados que demos as mãos num abraço de almas irmãs.

Desejo a você mais humanidade.
A mesma que arde feito chama dentro do seu próprio peito.
A mesma humanidade que nos faz falhos, imperfeitos e únicos.
E dentro desta assustadora perspectiva,
Banhados em lágrimas salgadas de dor e alegria.
Que tomemos a decisão de desejar, buscar, crer, lembrar, ver,
E amar sem limites, sem fronteiras, sem barreiras.
Amar com intensidade, calor e veemência.
Amar, simplesmente amar.
Sem as lembranças que magoam,
Sem as imagens que ferem.


Ser humano é ser capaz de superar-se, acima de tudo!
E ser capaz de amar!

07 setembro, 2009

Das Lembranças, Livros e Faroeste!

Por Cau Alexandre


Algumas das minhas estranhas habilidades é a de lembrar de algumas histórias bem antigas e ser capaz de esquecer detalhes recentes com muita facilidade (principalmente nomes e números).

Talvez as lembranças, em mim, sejam como vinho e precisem depurar-se por um tempo e só então depositam-se num lugar tranquilo da memória, ao alcance dos olhos da alma... Prontas para serem deslumbradas e ensinarem ou simplesmente mostrarem algo bom de ser lembrado! Uma lapidação que não lhes tira a verdade, mas lhes dá o brilho necessário!

Uma dessas lembranças tem a forma de um livrinho de bolso. Lembro do meu pai carregando aquele livrinho, como o nome já dizia, um exemplar de bolso. Aonde quer que ele fosse, ali estava o livrinho. Não o mesmo, mas ele sempre tinha um no bolso!